terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Vida acadêmica e academia da vida: Conhecimento ou sabedoria?

Olá, queridas leitoras e queridos leitores!

Agora são duas horas da manhã, do dia primeiro de fevereiro de 2017.

A reflexão do momento é sobre a vida acadêmica e a não acadêmica: eu sempre quis ter uma formação acadêmica e, quando estava na faculdade, pretendia ir adiante e tornar-me doutora. Sempre motivada pelos meus professores, todos doutores ou doutorandos, eu ficava ansiosa por uma jornada acadêmica interminável e ainda sonhava em ser conhecida por títulos e mais títulos.
Na faculdade, sempre insatisfeita com com uma nota menor que DEZ, sem perceber, com meu perfeccionismo e a sombra da ambição (por títulos e conhecimento), eu faria de mim uma pessoa ansiosa que saboreava cada vez menos o agora, o ser, o estar.
Cobrava de mim mesma, seguir todas as normas corretas pra tudo, tudo tinha de ter embasamento científico, livros de auto-ajuda eram repudiados com preconceito pela maioria dos mestres e doutores do conhecimento.

Com a vivência (observação e experienciação), eu voltei a gostar de auto-ajuda (mas não de todos), voltei a escrever um parágrafo com apenas uma frase, voltei a valorizar o senso comum (mas não tudo), não me preocupo se tirar um SETE na especialização.
Mas não é bem assim, na verdade, eu brigo internamente com meu cérebro condicionado à "perfeição".
O que é essa perfeição, essa certeza que é cobrada pela ciência, pela educação? A perfeição existe, enquanto eu experiencio um conhecimento, uma vivência. O que NÃO existe é o ERRADO.

Sou muito grata pela formação acadêmica: ela tirou de mim a alienação na política, na religião, na ciência, etc. No entanto, de certa forma, ela me condicionou a JULGAR que o único caminho para sair da alienação é A FORMAÇÃO. Agora eu digo que esse é um dos caminhos, mas não o único.
Cito como exemplo para defender minha afirmação, o Eduardo Marinho. Este não possui formação acadêmica e tem um conhecimento político, social e de vida que deixa muitos doutores "no chinelo".

Como ele mesmo disse numa das entrevistas: "O doutor em filosofia, é apenas doutor em filosofia, eu sou filósofo". Enquanto fazia um questionamento sobre grandes doutores que  ficam nas universidades defendendo suas teses sobre os problemas sociais, citando filósofos e sociólogos, enquanto, na prática, não fazem nada pelo outro.

 Eduardo Marinho é um homem de aproximadamente 50 anos de idade, filho de pais de Classe Média Alta, que largou as mordomias aos dezenove anos para viver junto ao povão. Ele possui uma página na internet <http://observareabsorver.blogspot.com.br/>. Foi descoberto há poucos anos, por acaso.
Desde então, escreve, ministra palestras (também para doutores) e continua vendendo sua arte nas ruas do Brasil com uma Kombi azul celeste.



Eu defendo a importância da Educação, de uma formação acadêmica, mas também defendo que seja de forma equilibrada. Penso que a formação acadêmica é fundamental para conhecermos "outro universo" dentro do nosso mundo. Mas que não deixemos de lado a leitura de um texto informal, uma conversa sem regras, uma vida leve.

Um beijo,
Crizz Civa



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