sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Jogos de Amor

Não sei como era na época dos vinte anos de idade de minha avó, não tenho ideia de como era na época dos vinte anos de idade de minha mãe e menos noção ainda de como é na minha época de vinte (e todos) anos de idade (risos).

Não gosto de jogos, não gosto de competição, não gosto de disputas. Penso que  cada pessoa é uma e não temos de medir quem é melhor no esporte ou mais esperto num jogo de cartas.
Penso que jogo combina menos ainda com amor. Por não saber que (o amor) tratava-se de um jogo que eu sempre saí perdendo.
Entonces, o tempo passou e eu fui filosofando sobre minhas poesias e poemando as minhas filosofias e, DESCOBRI, que o amor não é um jogo. Que aquilo que as pessoas jogam é outra coisa: É DISPUTA DE EGO. Que o amor também não é aquilo que eu sentia: aquilo era APEGO.

Quando eu gostava, eu dizia que gostava. Quando eu queria, eu dizia que queria. Quando eu não queria, eu dizia que não queria. Pra mim, isso era óbvio (e ainda é). Mas as coisas não davam certo. Entonces, observando e experienciando, descobri que o jogo era assim: Se quer o boy magia, ignore-o. Quando gosta dele, jamais diga isso a ele. E até hoje a gurizada joga esse jogo e "funciona". Na verdade, para o objetivo deles (guris e gurias) funciona! Eu acho isso ridículo! Mais parece uma dança instintiva de acasalamento dos menos racionais dos animais.

O amor é conquistado, é construído (como os indianos dizem). Ou foi construído em outra vida, outro tempo e agora a gente apenas sente.
Junto com o amor, vem o desejo, o tesão, a paixão. Mas tudo isso acaba. Se há amor, o amor fica. Porque o amor ama. O AMOR É DIVINO. O amor não deixa de amar.

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